domingo, 10 de maio de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Estudante de medicina fica sem Fies e acumula dívida de quase R$ 20 mil
Nathalia Campos, do ES, tem duas mensalidades atrasadas.
Em MG, funcionário público pagará as mensalidades para não perder curso.
Gabriela GonçalvesDo G1, em São Paulo
Com as duas mensalidades atrasadas e o empréstimo do banco, a jovem afirma ter uma dívida de quase R$ 20 mil. “Vou tentar negociar com a faculdade. Não quero sair agora, ou eu terei me endividado à toa. Vou me apertar mais um pouco e tentar, pelo menos, terminar o primeiro semestre.”
Nathalia procurou a faculdade na tentativa de conseguir um desconto, mas só conseguiu que tirassem os juros das mensalidades atrasadas. “Eu tenho até 30 de junho para pagar os quatro meses que faltam para a faculdade. Dois meses estão atrasados e tem os outros dois meses pela frente”, explica a jovem, que trancará a faculdade assim que concluir este período. “Eu não tenho condições de ficar pedindo empréstimo até o ano que vem. É isso ou largar. E eu vou ter que largar.”
A jovem, que fez quatro anos de cursinho, voltará a estudar para tentar faculdades públicas. “Estou muito frustrada e me sentindo humilhada. O dever do Estado é dar educação. E eu não estou pedindo que me banquem, estou pedindo um empréstimo.”
O prazo para quem não tem o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fazer a inscrição terminou na última quinta-feira (30) e agora os estudantes que não conseguiram os contratos buscam resolver sua situação nas faculdades. Uma aluna, que acreditou que teria o crédito, tem agora uma dívida de quase R$ 20 mil com o banco e a instituição.
Nathalia Campos, de 20 anos, pegou um empréstimo no banco para pagar as duas primeiras mensalidades do curso de medicina na Faculdade Brasileira (MultiVix), em Vitória. “Eu acreditei que conseguiria o contrato do Fies e me endividei. Pensei que a situação se resolveria rapidamente”, afirma a estudante, que paga R$ 4.800 mensalmente para fazer o curso.
Com as duas mensalidades atrasadas e o empréstimo do banco, a jovem afirma ter uma dívida de quase R$ 20 mil. “Vou tentar negociar com a faculdade. Não quero sair agora, ou eu terei me endividado à toa. Vou me apertar mais um pouco e tentar, pelo menos, terminar o primeiro semestre.”
Nathalia procurou a faculdade na tentativa de conseguir um desconto, mas só conseguiu que tirassem os juros das mensalidades atrasadas. “Eu tenho até 30 de junho para pagar os quatro meses que faltam para a faculdade. Dois meses estão atrasados e tem os outros dois meses pela frente”, explica a jovem, que trancará a faculdade assim que concluir este período. “Eu não tenho condições de ficar pedindo empréstimo até o ano que vem. É isso ou largar. E eu vou ter que largar.”
A jovem, que fez quatro anos de cursinho, voltará a estudar para tentar faculdades públicas. “Estou muito frustrada e me sentindo humilhada. O dever do Estado é dar educação. E eu não estou pedindo que me banquem, estou pedindo um empréstimo.”
José Ilario da Conceição Júnior não conseguiu o crédito estudantil e continuará cursando engenharia civil (Foto: Arquivo pessoal/José Ilario)
Funcionário público
José Ilario da Conceição Júnior, de 30 anos, é funcionário público e estuda engenharia civil na faculdade Novos Horizontes, em Belo Horizonte. Desde o dia 23 de fevereiro tentou se cadastrar no site do Fies, mas o erro M321, que indica que não há mais vagas na faculdade, o impedia de se inscrever.
Com a bolsa de 50%, o estudante paga R$ 539 de mensalidade. Sem conseguir o crédito, Conceição continuará tentando o Fies. “Eu vou pagando até o ano que vem. Lógico que eu vou ficar apertado, mas agora a prioridade é estudar”, afirma.
De acordo com Conceição, muitos dos seus colegas conseguiram o crédito. “Muitos alunos da minha sala conseguiram. Eu liguei no MEC, mandei e-mail mas não me atenderam e nem responderam”, ressalta o estudante.
Apesar de conseguir pagar as mensalidades do curso, Conceição lamenta pelos outros estudantes. “Eu ainda consigo apagar, apertando daqui e dali eu consigo. Mas tem muita gente que vai ser obrigada a abandonar um sonho porque não investiram na educação. As pessoas querem evoluir, fazer faculdade, e você não consegue porque cortaram gastos.”
José Ilario da Conceição Júnior, de 30 anos, é funcionário público e estuda engenharia civil na faculdade Novos Horizontes, em Belo Horizonte. Desde o dia 23 de fevereiro tentou se cadastrar no site do Fies, mas o erro M321, que indica que não há mais vagas na faculdade, o impedia de se inscrever.
Com a bolsa de 50%, o estudante paga R$ 539 de mensalidade. Sem conseguir o crédito, Conceição continuará tentando o Fies. “Eu vou pagando até o ano que vem. Lógico que eu vou ficar apertado, mas agora a prioridade é estudar”, afirma.
De acordo com Conceição, muitos dos seus colegas conseguiram o crédito. “Muitos alunos da minha sala conseguiram. Eu liguei no MEC, mandei e-mail mas não me atenderam e nem responderam”, ressalta o estudante.
Apesar de conseguir pagar as mensalidades do curso, Conceição lamenta pelos outros estudantes. “Eu ainda consigo apagar, apertando daqui e dali eu consigo. Mas tem muita gente que vai ser obrigada a abandonar um sonho porque não investiram na educação. As pessoas querem evoluir, fazer faculdade, e você não consegue porque cortaram gastos.”
FONTE: G1- EDUCAÇÃO
terça-feira, 5 de maio de 2015
OAB encaminha à Dilma oficio solicitando mais verba para o Fies
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), protocolou nesta terça-feira (5) um oficio à presidente Dilma Rousseff, solicitando mais verba para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), neste ano. O Ministro da educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou na segunda-feira (4), que os recursos para os novos contratos do programa foram esgotados.
Cerca de 250 mil estudantes interessados ficaram sem acesso ao programa neste ano e 252 mil conseguiram acessar o crédito pela primeira vez, até a última quinta-feira (30), quando o prazo para inscrição no Fies foi encerrado.
A agência O Globo teve acesso ao documento e divulgou que nele, o presidente da entidade, Marcus Vinicus Furdafo Coêlho, afirmou que não se pode fazer reajuste fiscal na educação. Ele cita a decisão do ministro do STF, Luiz Roberto Barroso e da justiça federal do Mato Grosso, que determina a prorrogação do prazo de inscrição no programa.
ESCRITO POR: ANDREZA ROSSINI
CRE aprova projeto que trata da revalidação do diploma de médico estrangeiro
LOC: A COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL APROVOU PROJETO QUE TRATA DA REVALIDAÇÃO DO DIPLOMA DE MÉDICO ESTRANGEIRO.
LOC: O CHAMADO "REVALIDA" JÁ VIGORA POR MEIO DE UMA PORTARIA INTERMINISTERIAL, A PROPOSTA É TRANSFORMÁ-LO EM LEI E BUSCAR UMA PADRONIZAÇÃO E RECIPROCIDADE COM OUTROS PAÍSES. REPÓRTER NARA FERREIRA:
TEC: O Exame de Revalidação de Diplomas, conhecido como "Revalida", foi instituído por Portaria dos Ministérios da Educação e Saúde em 2011. E o projeto pretende dar mais segurança jurídica ao processo. A avaliação é feita por meio de prova escrita e de prova prática. Antes do Revalida, os formados em Medicina em outros países precisavam revalidar seus diplomas diretamente em alguma universidade pública. Além de demorado, o processo não era padronizado. A previsão em lei – e não apenas em portaria interministerial – visa transformar o exame em política de Estado, e não apenas de governo. A implementação do Revalida fica a cargo da União com a colaboração de universidades públicas e do Conselho Federal de Medicina. Para a relatora, senadora Ana Amélia, do PP do Rio Grande do Sul, o projeto acerta em transformar em lei a iniciativa tomada por meio de Portaria Interministerial e em estabelecer o critério da reciprocidade
(ANA AMELIA) Os países que aceitam os diplomas brasileiros, não terá nenhum problema na concessão do Revalida, é um exame para médicos nas instituições públicas federais brasileiras...ele é um projeto que tem uma relevância no sentido da qualificação de uma área muito importante para o Brasil que é a área médica.
(REPÓRTER) O senador Flexa Ribeiro, do PSDB do Pará, destacou que o projeto vai definir de uma vez por todas que médicos formados no exterior só possam clinicar no Brasil após a revalidação do diploma
(FLEXA) Tivemos há pouco mais de um ano os médicos cubanos que estão clinicando no Brasil e não passaram por esse exame. A justificativa do governo naquela altura era a necessidade de importar esses médicos e que eles passariam, e espero que assim o façam, pelo revalida ao final do contrato de três anos.
(REPÓRTER) O projeto será encaminhado para a Comissão de Educação, de onde poderá seguir para a Câmara dos Deputados sem passar pelo plenário.
LOC: O CHAMADO "REVALIDA" JÁ VIGORA POR MEIO DE UMA PORTARIA INTERMINISTERIAL, A PROPOSTA É TRANSFORMÁ-LO EM LEI E BUSCAR UMA PADRONIZAÇÃO E RECIPROCIDADE COM OUTROS PAÍSES. REPÓRTER NARA FERREIRA:
TEC: O Exame de Revalidação de Diplomas, conhecido como "Revalida", foi instituído por Portaria dos Ministérios da Educação e Saúde em 2011. E o projeto pretende dar mais segurança jurídica ao processo. A avaliação é feita por meio de prova escrita e de prova prática. Antes do Revalida, os formados em Medicina em outros países precisavam revalidar seus diplomas diretamente em alguma universidade pública. Além de demorado, o processo não era padronizado. A previsão em lei – e não apenas em portaria interministerial – visa transformar o exame em política de Estado, e não apenas de governo. A implementação do Revalida fica a cargo da União com a colaboração de universidades públicas e do Conselho Federal de Medicina. Para a relatora, senadora Ana Amélia, do PP do Rio Grande do Sul, o projeto acerta em transformar em lei a iniciativa tomada por meio de Portaria Interministerial e em estabelecer o critério da reciprocidade
(ANA AMELIA) Os países que aceitam os diplomas brasileiros, não terá nenhum problema na concessão do Revalida, é um exame para médicos nas instituições públicas federais brasileiras...ele é um projeto que tem uma relevância no sentido da qualificação de uma área muito importante para o Brasil que é a área médica.
(REPÓRTER) O senador Flexa Ribeiro, do PSDB do Pará, destacou que o projeto vai definir de uma vez por todas que médicos formados no exterior só possam clinicar no Brasil após a revalidação do diploma
(FLEXA) Tivemos há pouco mais de um ano os médicos cubanos que estão clinicando no Brasil e não passaram por esse exame. A justificativa do governo naquela altura era a necessidade de importar esses médicos e que eles passariam, e espero que assim o façam, pelo revalida ao final do contrato de três anos.
(REPÓRTER) O projeto será encaminhado para a Comissão de Educação, de onde poderá seguir para a Câmara dos Deputados sem passar pelo plenário.
Nara Ferreira.
FONTE: http://www.senado.gov.br/noticias/radio/programaConteudoPadrao.asp?COD_TIPO_PROGRAMA=4&COD_AUDIO=663619
Assinar:
Postagens (Atom)
