terça-feira, 7 de abril de 2015

Homeopatia não é eficaz contra nenhuma doença, diz estudo

De acordo com revisão de pesquisas, pessoas que trocam tratamentos comprovados cientificamente pela homeopatia podem colocar a saúde em risco


Homeopatia: estudo não confirmou que as bolinhas são mais eficientes do que placebo no tratamento de doenças(iStockphoto/Getty Images)

A homeopatia não é eficaz no combate a nenhum tipo de doença. Além disso, adeptos desse método podem colocar a saúde em risco ao abrir mão ou postergar um tratamento comprovado cientificamente. A conclusão é de uma revisão de estudos divulgada nesta quarta-feira.
O tratamento homeopático consiste em fornecer ao paciente doses mínimas de compostos que, de acordo com os homeopatas, causam a doença. Essas substâncias estimulariam o organismo a reagir, fortalecendo suas defesas e curando moléstias.
Cientistas do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC, na sigla em inglês), órgão do governo australiano, revisaram 225 estudos sobre homeopatia. Embora algumas pesquisas tenham demonstrado resultados favoráveis ao método, elas "tinham poucos participantes, eram mal elaboradas ou mal conduzidas", afirmam os autores, de modo que não foi possível concluir que a homeopatia é melhor do que qualquer outro tratamento.
"Qualquer tratamento médico deve ser baseado em evidências confiáveis. A revisão mostrou que não é possível afirmar que a homeopatia funcionar melhor do que placebo", disse Warwick Anderson, CEO no NHMRC.
Para ele, a homeopatia pode prejudicar a saúde de pacientes com doenças crônicas e sérias. "Pessoas que escolhem a homeopatia podem colocar sua saúde em risco ao rejeitar ou postergar tratamentos comprovados cientificamente."
Em resposta ao estudo do NHMRC, a Associação Homeopática Australiana recomendou que o órgão "faça uma análise mais abrangente da eficácia da homeopatia e uma avaliação econômica de longo prazo dos benefícios de um sistema mais integrado, que respeita a escolha do paciente no cuidado da saúde".

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/homeopatia-nao-e-eficaz-contra-nenhuma-doenca-diz-estudo/

segunda-feira, 6 de abril de 2015

URGENTE: O ensino médico pede socorro!! + 61 cursos

MAIS MÉDICOS
Governo prioriza Norte, Nordeste e Centro-Oeste para criação de curso de Medicina

Foram pré-selecionadas 22 cidades de oito estados das regiões que possuem menor proporção de vagas de graduação e médicos por habitantes

A expansão da formação médica no país recebe novo impulso este ano. O Governo Federal selecionou mais 22 municípios para a criação de cursos de Medicina em instituições particulares. Essas cidades estão em oito estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões com menor proporção de vagas de graduação e médicos por habitantes. A medida faz parte da estratégia do Programa Mais Médicos para ampliar a oferta do curso superior nas regiões que mais precisam.

Confira aqui a lista de municípios pré-selecionados
UF MUNICÍPIO
AL São Miguel dos Campos
AM Parintins
BA Brumado
BA Irecê
BA Euclides da Cunha
BA Senhor do Bonfim
CE Crateús
CE Iguatu
CE Itapipoca
CE Quixeramobim
CE Russas
GO Itumbiara
MA Chapadinha
MA Codó
MA Santa Inês
PA Bragança
PA Breves
PA Cametá
PA Castanhal
PE Araripina
PE Arcoverde
PE Salgueiro

“A criação de cursos de Medicina é uma das medidas mais estruturantes do Mais Médicos, pois permite chegarmos a meta de 600 mil médicos em todo o país até 2026. Mas sabemos da importância de expandir as vagas invertendo a lógica que existia antes. Agora, vamos ampliar a formação médica conforme as necessidades identificadas pelo governo federal”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. “Os municípios são chamados a aderir e a se comprometer com as condições para abrir os novos cursos. Este edital permite ampliar a formação médica com a qualidade adequada para a população”, afirmou.

Segundo o ministro da Educação, Luiz Cláudio Costa, “o novo edital dá seguimento à política de expansão de vagas de graduação por meio do Mais Médicos, corrigindo assimetrias regionais no que se refere a proporção de médicos por habitantes e selecionando cidades com condições de atender os critérios de qualidade.”

O edital foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2). As prefeituras interessadas deverão confirmar participação entre os dias 13 e 24 de abril, por meio da página do Ministério da Educação (http://simec.mec.gov.br). Esta é a segunda seleção de municípios para abertura de cursos de Medicina desde o lançamento do Mais Médicos. Na primeira, realizada em 2014, 39 cidades de 11 estados tiveram cursos autorizados, com previsão de 2,4 mil novas vagas.

Com o objetivo de focar em municípios com maior escassez de médicos, o Governo Federal definiu algumas regras inovadoras em compararão com a seleção anterior. Nesta chamada, só foram pré-selecionadas cidades que se localizam em estados com relação de vagas em curso de medicina por 10 mil habitantes inferior a 1,34 e com índice de médicos a cada mil habitantes menor que 2,7. Também é necessário que o município esteja a pelo menos 75 quilômetros de qualquer curso de medicina existente.

Além desses requisitos, foram utilizados também outros critérios objetivos para a pré-seleção: não ser capital de estado; não ter curso de medicina; ter mais de 50 mil habitantes; e estar localizado em região com estrutura de saúde e de equipamentos públicos, cenários de atenção na rede e programas de saúde adequados para comportar a oferta de graduação em medicina.

PRÓXIMAS ETAPAS – Após a adesão dos municípios interessados, serão realizadas visitas técnicas in loco, entre 11 de maio a 26 de junho. A finalidade é verificar se a estrutura da rede de saúde local atende o mínimo necessário para comportar as atividades práticas do curso de medicina.

Para ser selecionado, o município precisa ter número de leitos do SUS por aluno igual ou maior a cinco; número de alunos por equipes de atenção básica menor ou igual a três; leitos de urgência e emergência ou pronto socorro; adesão ao PMAQ, programa de reestruturação de unidades básicas de saúde; centros de atenção psicossocial; hospital de ensino ou unidade hospitalar com mais de 80 leitos; e existência de, pelo menos, três programas de residência médica nas especialidades prioritárias (como Medicina Geral de Família e Comunidade), que podem ser abertos no primeiro ano de funcionamento do curso.

As cidades escolhidas farão parte do edital de seleção de instituições. Os municípios que não obtiverem conceito satisfatório na verificação presencial podem ser excluídos do processo ou ficar em lista de espera até solucionar as pendências. O resultado final, após as visitas e avaliações, será divulgado em 31 de julho.

AÇÕES ANTERIORES – Medidas de expansão da graduação em Medicina já vinham sendo implementadas desde 2013, quando foram pré-selecionadas os primeiros municípios aptos a receberem curso de medicina. Em 2014, 39 deles foram avaliados positivamente nas visitas in loco e selecionados em caráter definitivo. Após a seleção das cidades, foi aberto edital de concorrência para as instituições de ensino interessadas em abrir os cursos. A previsão é que a lista de instituições selecionadas seja divulgada em 24 de junho.

O Governo Federal também vem expandindo as vagas de Medicina em cursos já existentes. Já foram autorizadas 4.680 novas vagas de graduação no país, sendo 1.343 em universidades públicas e 3.337 vagas em instituições privadas. A meta é chegar à oferta de atingir 11,5 mil até 2017. Em relação à residência médica, está prevista a criação de 12,4 mil vagas para formação de especialistas até 2018, com o foco nas áreas prioritárias para o SUS.

Em conjunto com a expansão da formação, o Programa Mais Médicos também trouxe profissionais para atender a demanda imediata apontada pelas prefeituras. Em 2015, com a ocupação das 4.146 vagas apontadas pelos municípios no novo edital, o Governo Federal garantirá a permanência de 18.247 médicos nas unidades básicas de saúde de todo o país, levando assistência para aproximadamente 63 milhões de pessoas. Serão 4.058 municípios beneficiados, 72,8% de todas as cidades do Brasil, além dos 34 distritos indígenas.


Fonte: Portal Saude

sábado, 4 de abril de 2015

Médica recebia salários em posto de saúde de RO, residindo em Marília, SP

Prejuízos aos cofres da Prefeitura de Ji-Paraná chegam a R$ 279 mil.

Fraude ocorreu entre 2011 e 2012; investigação diz que diretor foi cúmplice.

Samira LimaDo G1 RO

Fraude em folha de ponto de Unidade Básica de Saúde incluía plantões extras que nunca foram realizados pela médica (Foto: Samira Lima/G1)
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO), por meio da promotoria de Justiça de Ji-Paraná(RO), distante 374 quilômetros de Porto Velho, promoveu uma ação civil pública que afirma que o ex-diretor de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município cometeu ato de improbidade administrativa. Ele teria falsificado folhas de ponto de uma médica, que estava afastada do trabalho por estar cursando uma especialização em Marília (SP). A médica recebia salários normalmente, inclusive pagamentos por plantões extras que nunca foram cumpridos. A irregularidade ocorreu por mais de um ano.
A ação foi promovida pelo promotor de justiça responsável pela Defesa da Probidade Administrativa, Pedro Wagner Almeida. A médica era contratada para prestar serviços na UBS do quilômetro 5. As folhas de ponto falsificadas eram de janeiro de 2011 a maio de 2012. A fraude possibilitou que a médica recebesse salários normalmente até o mês de junho de 2012.
O MP-RO constatou que existem documentos oriundos de um instituto de saúde na cidade de Marília, que comprovam que a médica praticou atividades acadêmicas na instituição, passou por avaliações e recebeu certificado de conclusão de estágio, exercido na instituição em tempo integral. Durante a investigação, foi constatado que não existem registros materiais, como receitas e laudos, de que a médica tenha ido à UBS no período do curso.
Funcionários do posto de saúde testemunharam sobre o caso e afirmaram que não viram a servidora na unidade entre 2011 e 2012. Além de configurado o enriquecimento ilícito, os prejuízos aos cofres da prefeitura chegaram ao valor de R$ 279 mil. Será pedido ressarcimento de dano aos cofres públicos, com atualização monetária e juros, contabilizados a partir da data do início do prejuízo. O G1 tentou contato com a médica e ex-diretor denunciados, mas não obteve retorno.
FONTE: G1,RO