quarta-feira, 11 de março de 2015

UFMG: Edital 2015 do Processo de Revalidação de Diplomas de Graduação em Medicina

O processo de revalidação de diplomas de graduação da UFMG ocorre uma vez por ano, sempre iniciando com a publicação de Edital no site da Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD. Não são aceitos processos fora dos prazos estipulados pelo Edital.

Antes de entrar em contato, leia o Edital do processo de revalidação.
https://www.ufmg.br/prograd/arquivos/docs/editalRevDiploma2015.pdf
 
O processo é exclusivo para revalidação de diplomas de GRADUAÇÃO. Para informações sobre reconhecimento de diplomas de pós-graduação obtidos no estrangeiro, consulte a página da Pró-Reitoria de Pós-Graduação: www.ufmg.br/prpg

Conforme consta do Edital, quem determina se haverá prova e quando a mesma será realizada é a Comissão Permanente de Revalidação de Diplomas do Curso, após a análise da documentação. A Comissão informará diretamente ao requerente caso o mesmo seja convocado. Portanto, NÃO EXISTEM DATAS PREVISTAS PARA POSSÍVEIS PROVAS.

Contato: revalidacao@prograd.ufmg.br

terça-feira, 10 de março de 2015

Proposta proíbe o uso da expressão "Bacharel em Medicina" nos diplomas

Agência Câmara Notícias

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 8140/14, de autoria do deputado Mandetta (DEM-MS), que veda o uso da expressão "Bacharel em Medicina" nos diplomas expedidos aos graduados em cursos superiores de Medicina.

Segundo a Lei do Ato Médico (12.842/13), a denominação de médico é privativa dos graduados em cursos superiores de Medicina. A proposta de Mandetta acrescenta que essa denominação deverá constar obrigatoriamente dos diplomas emitidos por instituições de ensino superior autorizadas e reconhecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96).

Mandetta ressalta que a resolução CNE/CES 4/01, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que institui as diretrizes curriculares do curso de graduação em Medicina, "não menciona o vocábulo ‘bacharelado’ e destaca claramente que o profissional formado deve ser chamado de médico".

No entanto, parecer emitido por um conselheiro do CNE em 2014 estabelece que, embora os termos "médico" e "bacharel em Medicina" sejam equivalentes, deve ser utilizado o último nos diplomas. O deputado destaca que algumas instituições têm seguido essa indicação, mas outras não, gerando uma falta de padronização.

Para Mandetta, os maiores prejudicados são estudantes que buscam qualificação no exterior, prejudicados pela nomenclatura que, normalmente, não é reconhecida em outros países. "Essa questão tem trazido indagações das entidades de classe, manifestações dos estudantes e levantado problemas, como as dificuldades em realizar intercâmbio profissional, em que as entidades internacionais exigem o título de médico aos profissionais", diz.

Tramitação

O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Educação; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-8140/2014

sábado, 28 de fevereiro de 2015

CEE-SP aprova curso de Medicina na FAI

O Conselho Estadual de Educação de São Paulo (CEE-SP) aprovou às 15 horas desta quarta-feira, 25, a instalação do curso de Medicina nas Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI).
Segundo o diretor geral da FAI e conselheiro do CEE-SP, Prof. Dr. Márcio Cardim, as aulas da primeira turma do novo curso têm início já em agosto de 2015. O Vestibular para Medicina deve ser realizado no mês de junho.
Presente no momento da aprovação do novo curso, o diretor geral, acompanhado da integrante da Comissão de Professores pró-Medicina da FAI e responsável pela elaboração do projeto pedagógico do curso, Prof.ª Dr.ª Marisa Furtado Mozini Cardim, do presidente do CEE-SP, Prof. Dr. Francisco José Carbonari, da vice-presidente Prof.ª Dr.ª Bernardete Angelina Gatti e da presidente da Câmara de Educação Superior, Prof.ª Dr.ª Rose Neubauer, comemorou a conquista.
"É um sonho que começou a ser realizado em 2011, quando assumimos a direção da FAI", destacou Cardim.
Segundo o diretor, durante os anos de 2011 e 2012, a direção da faculdade iniciou estudos de viabilidade para implantação do curso de Medicina na instituição. "Foram muitas reuniões, pesquisas e leituras sobre o assunto, além do levantamento das necessidades da região na área de Saúde. As diretrizes curriculares para o curso de Medicina em 2011 não eram totalmente favoráveis à implantação do curso na época. Porém, com o surgimento do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, e da formatação das novas diretrizes elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação para a criação de novos cursos de Medicina, tivemos a convicção de que a FAI se enquadrava neste novo formato de curso e que os estágios e internato poderiam perfeitamente ser desenvolvidos nas unidades básicas de saúde e nos hospitais de nossa região. Assim, a partir do segundo semestre de 2012, demos início a um trabalho direcionado ao levantamento de informações que pudessem subsidiar a construção de um projeto pedagógico para o curso de Medicina da FAI", resumiu o diretor geral.
Em 2013 a congregação da FAI atestou a importância do curso de Medicina e a direção nomeou uma comissão que passaria a realizar um estudo detalhado das necessidades e viabilidade concreta do curso. A Comissão foi composta pelos professores César Marinho, Ana Vitória Salimon dos Santos, José Pedro Ruete, Marisa Furtado Mozini Cardim, Osmar de Oliveira Ramos e Wendel Cléber Soares. Também integraram a equipe Miguel Ramalho Boiça e Sueli Rombaldi Cunha.
A FAI contou com a colaboração da pesquisadora Prof.ª Dr.ª Ivete Dalben (falecida em agosto de 2014), então professora de Epidemiologia da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, para a elaboração do projeto pedagógico do curso ao lado da Prof.ª Dr.ª Marisa Furtado Mozini Cardim, integrante da Comissão de Professores pró-Medicina da FAI.
Além disso, a instituição procurou as prefeituras de Adamantina e municípios vizinhos a fim de firmar convênios com estruturas da área de Saúde para o internato dos universitários, sendo, inclusive, assinados termos de compromisso entre a instituição e esses municípios.
"Em 2012, quando assumimos uma cadeira como membro titular do CEE-SP, conseguimos fortalecer sobremaneira a aprovação do curso porque, enquanto membro, participamos de todas as discussões que envolviam o projeto pedagógico do curso e também as discussões em torno do fortalecimento das Instituições Municipais de Ensino Superior [IMES] e para que elas pudessem oferecer cursos de Medicina", pontuou Márcio Cardim.
Para o diretor, o que possibilitou essa atuação no CEE-SP foi a atuação "importantíssima" do deputado estadual Mauro Bragato (PSDB). "O governador Geraldo Alckmin [PSDB] e o secretário estadual de Educação, Prof. Herman Voorwald, homologaram o nosso nome por meio do trabalho político do deputado Bragato e do apoio irrestrito do então prefeito de Adamantina, Kiko Micheloni [DEM], em 2012", lembrou.
"Nessa conquista de hoje, gostaria de agradecer também o prefeito Ivo Santos [PSDB] pelo apoio e pela confiança depositada nesta direção", concluiu Cardim.
Benefícios
Com uma faculdade de Medicina, a região verá a qualidade da prestação de serviços na área de Saúde alavancada com o estágio e a residência médica dos alunos do curso em hospitais e Centros de Saúde das cidades circunvizinhas a Adamantina.
"Num segundo momento, após a formatura das primeiras turmas, assim como aconteceu com a Enfermagem e Odontologia, haverá uma fixação de novos profissionais na região, que é uma das regiões do estado de São Paulo que apresentam os menores números de médicos por habitante", comentou a Prof.ª Dr.ª Ivete Dalben durante entrevista em fevereiro de 2014.
O prefeito
Após a divulgação da aprovação, o prefeito de Adamantina, Ivo Santos se manifestou por meio de nota enviada a imprensa.
Ivo declara que a conquista do curso de medicina estava prevista em seu plano de governo e destaca a sua importância os benefícios do mesmo para a Nova Alta Paulista. O prefeito pontua que o curso representa um marco para a instituição e para os municípios da região.
Ivo diz que a aprovação é um dia histórico para Adamantina e região e salienta que a vinda do curso de Medicina é uma parceria com a FAI.
“Demos total apoio à implantação do curso, uma proposta que nós também defendíamos, tanto que ele só pode ser apresentado ao CEE com a minha assinatura e reconduzimos o Márcio para que ele conduzisse esse processo”, finaliza.
 
Fonte: A.I./Augusto Santos


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

MEC bloqueia Fies para universidades que tiveram reajuste acima de 4,5% na mensalidade

Estudantes das instituições afetadas não conseguem confirmar a renovação do financiamento

A poucos dias de iniciar o ano letivo nas universidades, estudantes que dependem do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ainda não sabem se terão o crédito renovado neste semestre. Uma nova regra criada pelo Ministério da Educação (MEC) bloqueia o crédito para as instituições que tiveram reajuste de mensalidade acima de 4,5% - meta de inflação fixada pelo governo.
A renovação do Fies está disponível no sistema há dez dias. No entanto, milhares de alunos não conseguem confirmar o crédito. De acordo com o MEC, até agora, apenas cerca de 280 mil efetuaram a renovação. O ministro da Educação, Cid Gomes, disse que as universidades devem explicar o motivo do acréscimo acima de de 4,5%. Segundo ele, a regra foi criada para proteger os estudantes que terão que pagar o empréstimo mais tarde e porque recursos públicos são usados para o financiamento. "Se alguém reajustar sua mensalidade acima da inflação, tem de ser justificado. Nós temos que acompanhar esse processo. Isso não pode correr solto. Estamos tratando de recursos públicos. Qual foi a inflação no Brasil nos últimos seis meses?", ponderou.
Conforme o Bom Dia Brasil, a Federação das Universidades Particulares entrou com uma ação na Justiça para tentar suspender a regra, que teria sido surpresa. "O governo não discutiu o assunto com as universidades, apenas entrou com a regra no meio do jogo", afirmou a presidente da federação, Amábile Tácios. O MEC também anunciou que haverá uma nova medida para a concessão do Fies: apenas universidades bem avaliadas poderão disponibilizar o crédito estudantil.
Reembolso
A partir de agora, o governo reembolsará oito parcelas das mensalidades por ano para as instituições. Até então, as faculdades recebiam 12 parcelas anuais. As demais quatro mensalidades serão pagas somente após a formatura do estudante. Entretanto, a portaria não estabelece quando os valores serão reembolsados para as instituições nem se sofrerão correções monetárias.
A medida recebeu críticas das instituições de ensino. O presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Gabriel Mario Rodrigues, fez duras críticas à mudança, que, segundo ele, vão prejudicar o funcionamento das faculdades particulares do país.

fonte: Redação Portal Gaz